a religião do capital

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Descrição

texto: paul lafargue
prefácio: iná camargo costa
tradução: alexandre barbosa de souza
preparação e revisão: diogo cardoso e elvio fernandes
projeto gráfico: daniel justi
editora: 100 cabeças

a religião do capital

paul lafargue (1842-1911) é um escritor e militante socialista francês nascido em cuba,filho de uma família de latifundiários do caribe que se estabeleceram em bordeaux após o retorno para a frança. em 1861 se mudou para paris a fim de estudar medicina, da qual acabou expulso em 1865 por ativismo socialista. conclui seus estudos em londres, onde casa e vive com laura marx, filha do autor de o capital.

após a comuna de paris de 1871, lafargue se muda para madri, onde entra em contato com membros da internacional espanhola, de forte influência anarquista, mas se mantém na minoria marxista. de volta a londres, abre uma oficina de fotolitografia e, a partir de 1880, passa a trabalhar como editor do jornal l’ égalité, de paris, onde publica a primeira versão de seu livro mais famoso, o direito à preguiça (1883). também em 1880, funda, com jules guesde, o primeiro partido marxista, o parti ouvrier français, que existirá até 1902. em 1886, publica a sátira a religião do capital. em 1891, lafargue é eleito pelo POF o primeiro deputado socialista ao parlamento francês. em seus últimos anos, o casal laura e paul (“tooley”) passou a viver em draveil, ao sul de paris, onde cometeram suicídio, conforme haviam combinado, em 1911.

além de dialogar com a obra de karl marx e friedrich engels, os textos de lafargue fazem também conexão com o pensamento de charles darwin e antecipam Capitalismo como religião (1921) de walter benjamin. iná camargo costa destaca a análise de alguns mitos presentes nessa obra, como parte da pesquisa do autor no campo da antropologia.

“a tese materialista que subjaz a esses estudos é que, como em tudo o mais, os mitos cifram um processo histórico de milênios no qual as religiões vão se sucedendo por inúmeros processos de seleção, adaptação, depuração e apropriação, a ponto de vir a exercer funções opostas às originais”.